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Fotografar com Intenção: Dicas, Pensamentos e Processos

Experiência de fotografia de longa exposição em quedas de água no Caramulo

Recentemente estive em Tondela, no norte de Portugal, com um objectivo muito simples: fotografar longas exposições em quedas de água.

Aproveitei a ida para contactar o Pedro Henriques, um amigo e fotógrafo que reside no concelho de Tondela e com bastante experiência neste género de fotografia. A ideia foi passar um dia no terreno, conhecer alguns locais onde costuma fotografar e, acima de tudo, aprender na prática.

Para que fosse possível partilhar melhor esta experiência, decidi também registar alguns vídeos no terreno, mostrando um pouco do que acontece antes da fotografia final existir. Muitas vezes vemos apenas a imagem acabada, mas há todo um processo — físico, técnico e emocional — que faz parte deste tipo de fotografia.

Logo no início, o Pedro fez questão de salientar algo importante: a fotografia de quedas de água envolve riscos. Pisos escorregadios, pedras molhadas, acessos feitos por trilhos e a necessidade constante de atenção a cada passo fazem parte da realidade. Mas disse-me também algo essencial: para fotografar estes lugares é preciso estar disponível para a aventura.

Por mais vezes que se visite um local, ele nunca é igual. A quantidade de água muda, a força da corrente altera-se, a vegetação cresce ou desaparece, a luz nunca se repete. Nada é garantido — e é precisamente isso que torna estes cenários tão desafiantes e interessantes de fotografar.

Começámos cedo, logo pela manhã, num dia frio, com chuva miudinha a cair. Longe de ser um impedimento, acabou por fazer parte da experiência. Os primeiros locais foram na Ribeira de Muceres, em Castelões do Caramulo. Água, musgo, rochas escorregadias e um silêncio profundo à nossa volta.

Este tipo de fotografia oferece algo que vai muito além da imagem final. O contacto directo com a natureza, o som constante da água a correr, o cheiro da terra molhada, a humidade no ar, o frio nas mãos. Tudo isto abranda o ritmo e obriga-nos a estar presentes.

É uma fotografia que se vive com tempo. Passamos mais tempo a observar do que a fotografar, à espera que o enquadramento faça sentido e que o momento se revele.

Da parte da tarde seguimos para a Ribeira da Fraga e para a Cascata das Paredes, em Mortágua, depois de eu ter de secar o meu pé esquerdo, que ficou encharcado após pisar uma poça de água gelada. São situações normais neste tipo de fotografia — e umas galochas, nestes dias, ajudam mesmo.

Já conheces as expedições fotográficas ao Caramulo?

Se gostas de fotografia de natureza, quedas de água e longa exposição, obtém mais informações e descobre como funcionam estas expedições na Serra do Caramulo.

Ao longo do dia, o Pedro foi-me explicando, na prática, a utilização dos filtros e os seus efeitos na imagem. Falámos do polarizador, dos filtros de densidade neutra e dos filtros de densidade neutra em gradiente, sempre ali no terreno, a experimentar e a perceber o impacto real de cada escolha.

No final do dia trouxe fotografias, claro. Mas trouxe sobretudo experiência. A sensação clara de que este género de fotografia exige técnica, sim, mas exige ainda mais paciência, atenção e respeito pelo lugar onde estamos.

Criei este artigo para partilhar essa experiência e as fotografias realizadas, para que as possas ver com calma — como este tipo de fotografia pede.

Fica também a nota de que estamos a preparar, em breve, o anúncio de uma expedição fotográfica a estes locais. Uma experiência pensada exactamente para quem procura caminhar, observar, contemplar, fotografar e estar em contacto com a natureza, sem pressa, com tempo e com intenção.

Obrigado, Pedro, pela partilha, pela disponibilidade e por mais um dia bem passado no terreno a aprender e a fotografar.

Pedro Henriques é fotógrafo a residir em Tondela, com interesse particular por longa exposição, macrofotografia, fotografia de eventos e composições construídas com cuidado e uma abordagem contemplativa à imagem.

Visita as redes Sociais do Pedro Henriques:

Galeria Fotográfica:

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Paulo Teixeira

Este blog nasceu da vontade de partilhar conhecimento de forma genuína e acessível. Acredito profundamente que a troca de ideias e experiências é uma das formas mais ricas de crescer — não só enquanto fotógrafo, mas também enquanto pessoa. Aqui, não vais encontrar fórmulas mágicas nem atalhos vazios, mas sim reflexões, dicas práticas e conteúdos com propósito, criados para inspirar e ajudar quem está neste caminho da fotografia.

Para mim, aprender fotografia é sobretudo aprender a ver o mundo com outros olhos. Por isso, privilegio o contacto directo, as sessões práticas, as conversas informais e as perguntas simples (mas importantes). A experiência no terreno, os erros que cometi e os métodos que resultaram são o que partilho aqui, sempre com o intuito de tornar o processo de aprendizagem mais claro e gratificante.

Acredito numa aprendizagem contínua e mútua. Este blog não é apenas um espaço para ensinar, mas também para aprender contigo — com as tuas dúvidas, experiências e visões. Se este espaço te fizer pensar, experimentar ou ver de forma diferente, então já está a cumprir o seu propósito.

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